O LSD e a crise da ética protestante: o espírito da (contra) cultura juvenil. EUA. 1960

Da mesma forma que o rock foi a trilha sonora por excelência da revolução (contra) cultural da década de 1960 nos EUA, podemos dizer que uma droga em especial foi o seu tônico: o LSD. Mesmo que a maconha fosse a droga que mais tivesse adeptos, o impacto causado pela novidade e pela potência dos efeitos do LSD confere a esta substância uma muito maior importância simbólica. Desde que começou a se tornar um fenômeno cultural em 1962, quando a imprensa norte-americana o descobriu e passou a alardear os “perigos” da droga, esta substância, que é administrada em doses microscópicas, passaria a ser um fenômeno social de proporções macroscópicas. Talvez nem tanto pelo número de pessoas que fizessem uso da droga, mas pelo frenesi que ela gerou e mesmo pelo impacto que geraria nos anos subseqüentes na cultura de massas.
Pensemos no uso da palavra “psicodelia”. A série de imagens que nos podem vir a mente quando ouvimos o termo por certo remetem a uma determinada estética visual e sonora que ilustram muito bem a ética de “sexo, drogas e rock and roll”, surgida nessa década. Psicodélico, no entanto, é um termo cunhado em 1957 pelo Dr. Humphry Osmond, psiquiatra de Nova York, e se refere às substâncias expansoras de consciência, tal qual a mescalina, a psilocibina, entre outras. Do jargão científico o termo passou ao campo da cultura, reproduzindo a trajetória do próprio LSD, que dos laboratórios e consultórios médicos chegou às mãos (e às cabeças) de jovens estudantes universitários, intelectuais, artistas e uma quantidade considerável de hippies e outros elementos da contracultura.
Mesmo que não seja possível investigarmos aqui – talvez nem a neurologia seja plenamente capaz disso – como exatamente o LSD interfere na criatividade dos indivíduos, não há como deixarmos de relacionar como o LSD interferiu na cultura, ou melhor, contra-cultura norte-americana (e por conseqüência do ocidente) a partir da década de 1960.
Para começar, mudemos rapidamente de tempo de lugar.
O criador
Os poderosíssimos efeitos do LSD seriam pela primeira vez experimentados em 1943, pelo químico suíço Albert Hofmann, pesquisador da empresa farmacêutica Sandoz, na Basiléia. Há anos investigando as propriedades do ácido lisérgico, extraído do fungo ergot, conhecido na Europa desde a Idade Média por desenvolver-se no centeio, Hofmann empenhava-se em desenvolver um medicamento para conter hemorragias advindas de complicações no parto. Das várias substâncias isoladas do ácido lisérgico, a vigésima quinta delas, isolada em 1938, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD-25) não despertou interesse de nosso cientista no princípio.
Depois de cinco anos sem trabalhar com o LSD-25, Albert Hofmann decidiu preparar um pouco mais da substância para realizar testes com ela. Mas naquela tarde de 16 de abril teve de interromper o trabalho devido a “inquietudes” e “vertigens”, de qualquer forma “não desagradáveis”: “um fluxo ininterrupto de quadros fantásticos, formas extraordinárias com um intenso caleidoscópico jogo de cores”. Algum traço do LSD-25 foi absorvido provavelmente pelos dedos do Dr. Hofmann, intrigando-o pela potência dos efeitos verificados, já que apenas uma quantidade muitíssimo pequena poderia ter sido ingerida nas condições em que ele trabalhava. Sendo assim, ele resolveu fazer uma auto-experiência controlada.
Os relatos são impressionantes. Com uma dose de 250 microgramas, que Hofmann julgou que fosse uma dose bastante pequena, mas suficiente para experimentar os efeitos do LSD-25. Juntamente com seu assistente, voltou para casa de bicicleta, devido às restrições ao uso de automóveis durante a guerra, já tendo consciência de que as sensações experimentadas anteriormente eram de fato devidas ao LSD-25. O que sentiu em sua casa vai desde a visão semelhante a um espelho torto até a “dissolução” do próprio ego, juntamente com uma sensação de pânico: “Era o demônio que desdenhosamente triunfava sobre minha vontade. Fui tomado pelo terrível medo de ter ficado louco. Eu fui levado para um outro mundo, um outro lugar, um outro tempo.” Apesar da condição de fraqueza profunda durante a experiência, no dia seguinte Albert Hofmann não carregava qualquer efeito colateral, ressaca ou mesmo indisposição.
Uma nova droga, com poderosos e impressionantes efeitos, acabara de ser revelada à ciência. Durante os anos seguintes, permaneceria restrita nos restritos círculos de cientistas e intelectuais, até que durante os anos 1960 um psicólogo de Harvard se empenharia em divulgá-la, fazendo questão de enfatizar suas propriedades “milagrosas”.
O profeta
Aldous Huxley, em seu ensaio de 1954, As portas da percepção, relatava sua experiência psicodélica após haver experimentado mescalina. Com essa obra, Huxley se tornaria como que no profeta da contracultura. O nome da famosa banda de Jim Morrison, conhecido por seu gosto pelo LSD, The Doors (As Portas), foi inspirado na leitura do ensaio de Huxley. Diz um verso de William Blake, em The Marriage of Heaven and Hell: “If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite”. É nesse sentido que Huxley desenvolve suas reflexões acerca do uso da mescalina: com as “portas da percepção” abertas, consegue obter uma “visão sacramental da realidade”, onde percebia o mundo “infinito em sua importância”, e põe em paralelo observações puramente estéticas acerca da beleza das flores ou da mobília de seu escritório e pensamentos acerca da Mente e da Divindade: a transfiguração da mente permitiria ao observador perceber o “Tudo em cada isto”. Em outro ensaio sobre o mesmo tema, Céu e Inferno, Huxley pondera, entretanto, que a abertura dessas portas da percepção não necessariamente levariam o viajante ao paraíso, podendo, ao contrário, arremessá-lo, dependendo de suas condições psicológicas, diretamente ao abismo infernal, semelhante ao experimentado pelo esquizofrênico.
Duas décadas antes, Huxley publicara o livro Admirável mundo novo, no qual previa uma sociedade no futuro onde a racionalidade técnico-científica desenvolvera-se a tal ponto que a estabilidade social era absoluta. A visão era, no entanto, assustadora: os seres humanos eram fabricadas como bens industriais, rigidamente divididos de acordo com sua função social e controlados pela mente através do soma: uma droga capaz de anestesiar totalmente a dor e as aflições dos indivíduos, onde o sentir-se bem o tempo todo era um como que um princípio “moral”, que eraatingido pela manutenção da população constantemente “chapada”.
Não se pode crer, entretanto, que tenha sido intenção de Huxley se tornar profeta dos hippies ou qualquer coisa do gênero. Definindo-se apenas como um livre-pensador agnóstico, Huxley tinha clareza para notar que, por mais que os meios artificiais de alteração da percepção pudessem ser positivos para a experiência transcendente, poderiam ser ao mesmo tempo um meio de controle social e alienação dos indivíduos.
O apóstolo
Convertido do catolicismo ao hinduísmo em 1965, Timothy Leary, que cinco anos antes havia tido sua primeira experiência psicodélica com cogumelos no México, ficaria conhecido pela sua ativa militância a favor da generalização do uso de drogas expansoras da mente com fins espirituais, com especial destaque para o LSD. Seu cargo de professor de psicologia em Harvard foi por água abaixo devido ao seu envolvimento com o LSD e psilocibin, mas Leary não pareceu se preocupar com isso. Desde que começou suas experiências em 1961, envolvendo estudantes não graduados – muitos dos quais eles próprios voluntários nessas experiências – o nome do Dr. Timothy Leary esteve envolvido em vários escândalos.
Já no ano de 1961 Timothy Leary e seu parceiro Richard Alpert foram convocados a darem explicações a seus superiores, e como a polêmica não diminuísse e Leary não desistisse de suas experiências, acabou demitido em 1963. A inabalável fé de Leary no potencial do LSD fica manifesta na sua declaração conjunta com Alpert à Harvard Review, depois de ambos serem demitidos:
“Devemos continuar a prender, executar, exilar nossos visionários em êxtase e depois encerrá-los em santuários, como os heróis de amanhã?… A sociedade precisa de sábios-sacerdotes para fornecer a estrutura – a musculatura intelectual, carne e osso para manter as coisas unidas… O sistema nervoso pode ser mudado, integrado, ter seu circuito refeito, suas funções expandidas. Essas possibilidades naturalmente ameaçam todos os ramos da Ordem Estabelecida… Nossos conceitos favoritos estão parados no caminho da maré enchente que há dois milhões de anos se vem avolumando. O açude verbal está em colapso. Corram às colinas ou então preparem sua habilidade intelectual para fluir com a corrente.”
Mesmo fora da universidade Leary e seus seguidores – que eram cada vez em maior número – continuaram com suas experiências em busca de transcendência espiritual por meios artificiais. Liderou algumas iniciativas, como a International Federation for Internal Freedom e a Castalia Foundation, organizando experiências com LSD e outras drogas psicodélicas nos Estados Unidos e no México. Leary e suas iniciativas foram sistematicamente atacadas pela imprensa e pela polícia. Em abril de 1963, um xerife acompanhado de 22 policiais invadiu a Castalia Foundation, prendendo Leary e vários outros, por ter encontrado maconha e “outros itens de interesse”. Lawrence M. Quinlan, o xerife, afirmou que seus homens haviam visto, momentos antes da invasão, “várias pessoas dançando freneticamente em torno de uma fogueira. Isso não é normal”. Várias vezes ao longo das décadas de 1960 e 1970 Timothy Leary foi levado à cadeia. Ao mesmo tempo, as autoridades norte-americanas tentaram – e, de um modo geral, fracassaram – apagar a existência do LSD. O apóstolo do LSD acabaria por cair no ostracismo e se dedicar a outras pesquisas. O LSD e seu impacto causado na sociedade já seriam irreversíveis.
Os “romanos”
As manchetes assustadoras sobre o LSD surgiram nos jornais e revistas norte-americanos em 1962. Por mais que algumas tragédias envolvendo (real ou supostamente) a droga fossem casos isolados, isso não impediu que o LSD fosse tratado como a própria beberagem do diabo pela imprensa, ignorando sistematicamente, inclusive, as possíveis utilizações terapêuticas, cujas promissoras pesquisas encontravam-se em andamento e também tiveram de ser descontinuadas devido à histeria que se promoveu. Em 1966 veio a primeira proibição por parte do governo dos EUA, vetando a venda e distribuição não-médica da droga, considerando delito grave a reincidência do uso do LSD.
Juntamente com a paranóia anticomunista dos anos mais “quentes” da Guerra Fria, o conservadorismo norte-americano elegeu as drogas como outro inimigo a ser combatido. As transformações culturais observadas nos jovens do pós-guerra assustavam a seus pais: a crescente liberalização sexual era tratada como depravação, da mesma forma que um cantor de rock, com sua música “barulhenta”, seus cabelos compridos e seu visual “largado” pareceriam a um pai de família mediano nos EUA da década de 1960 algum tipo de desajustado irrecuperável, senão algum tipo demoníaco, por certo mais assustador que o “inimigo vermelho”. Afinal os jovens norte-americanos em geral preocupavam-se mais em ouvir os Beatles e os Rolling Stones do que com os ensinamentos do marxismo-leninismo.
Filmes como Hallucination Generation, de 1966, mostravam jovens se envolvendo em dionisíacas orgias, onde a diversão baseada em drogas resultaria em sangue, estupro e terror. Em abril desse mesmo ano a FDA (Food & Drug Administration), em carta enviada a mais de 2000 colégios e universidades, advertia em tom de alerta que o uso ilegal de alucinógenos havia aumentado em toda a nação, e pedia aos administradores educacionais atentarem para a “gravidade da situação”.
Os únicos efetivamente afetados pela perseguição ao LSD foram os médicos e cientistas, que tiveram suas pesquisas descontinuadas. A relativa facilidade de fabricação e a extrema facilidade de transporte praticamente tornaram impossível o controle policial do tráfico. Depois da forma inicial de venda de LSD, em pequenos cubos de açúcar, um pouco mais fácil de ser detectada pelas autoridades, a forma de transporte em blotters (pequenos papéis porosos) impressos, com a droga diluída na tinta, facilitou a vida dos traficantes e usuários. É a forma predominante de transporte até os dias de hoje.
Os fiéis
O proselitismo psicodélico de Timothy Leary e seus seguidores, defendendo que as pessoas fizessem uso do LSD para a experiência mística funcionou apenas em parte. Por um lado, cada vez mais jovens nas universidades e nos locais de “tradicional” uso de maconha – lugares como Greenwich Village (New York), Sunset Boulevard (Los Angeles) e Haight-Ashbury (San Francisco) – cada vez mais esses jovens procuravam o LSD; por outro lado, é notório que não se interessavam tanto assim por transcendência espiritual, senão eram movidos por puro hedonismo.
O meio social onde a cultura do LSD se expande é predominantemente universitário. Por esse motivo que, diferentemente de outras drogas, mais utilizadas por jovens de setores sociais de menor “destaque” – a heroína, por exemplo – o LSD mereceu uma atenção forte da mídia, carregada de pânico e histeria. A sociedade norte-americana, maior consumidora de alteradores de consciência – como álcool e pílulas hipnóticas e estimulantes – não poderia aceitar uma droga que prometia transformações “místicas” da percepção e uma quantidade imensa de prazer, assim, “gratuitamente” – do ponto de vista do conservadorismo puritano isso poderia ser considerado, de fato, tão ou mais antiamericano quanto o próprio comunismo.
No entanto, esses jovens não ligavam para o que pensavam seus pais. Num período de prosperidade econômica, pleno emprego e altos índices educacionais entre a juventude, uma alta independência econômica conferia aos jovens uma muito maior autonomia em relação aos seus pais. Mesmo os pais precisavam menos do dinheiro do trabalho dos filhos para a manutenção do lar. O vertiginoso aumento das vendas de discos de rock nos EUA, que de 255 milhões de dólares em 1955 chegou a 2 bilhões em 1973 evidencia esse fato.
E esses jovens, esses hippies, levaram adiante seu “movimento”. Ainda que este dificilmente possa ser definido em termos de princípios, podemos perceber seu sentido. A ética do prazer a qualquer custo, por mais conseqüências individualistas que possa ensejar, tem um impacto de questionamento social de profundo impacto histórico. A sociedade americana vivia num confinamento cultural e era nesse plano que a revolução se faria. O progresso econômico, o american way of life, os eletrodomésticos, o trabalho no escritório… Nada disso fazia mais sentido para aqueles jovens. Uma nova ética e uma nova estética abalaram profundamente a cultura norte-americana e, por conseqüência, do ocidente capitalista como um todo.
Os hippies acreditaram ser possível construir uma nova sociedade, e esse projeto apenas em parte foi bem sucedido. Não há como negar que o impacto das reivindicações transformou profundamente alguns aspectos sociais, como, por exemplo, o papel das mulheres; e culturais, como, por exemplo, a maneira de as pessoas se vestirem, se portarem, assim como as formas da arte. Entretanto, observando à distância, hoje, de nosso ponto de vista, podemos perceber a revolução mesmo foi adiada. Os estudantes universitários se formaram e acabaram entrando no mercado de trabalho – que a partir dos anos 1970 não seria tão generoso quanto nas duas décadas anteriores. O poor boy, que “nada” podia fazer senão tocar numa banda de rock, acabou por enriquecer e adaptar-se à sociedade burguesa. Esta passou a incorporar os elementos que a princípio a afrontaram: os artistas e ideólogos da contracultura deram as novas diretrizes da indústria da cultura de massas – quando não se tornaram seus próprios managers.
Para as gerações seguintes, o legado “sexo, drogas e rock and roll” não mais continha um caráter intrinsecamente revolucionário. O fim dos tabus sexuais abriu as portas para a cultura da pornografia e do sexo fetichizado e mediatizado. A expansão do consumo de drogas financiou cartéis internacionais que movimentam milhões de dólares, resultando em tantas mortes quanto muitas guerras que houve no século XX. Mesmo que a ética da contracultura, de forma geral, não aprovasse o uso de drogas “pesadas”, como heroína e cocaína, foi pelo consumo destas que muitos de seus “heróis morreram de overdose”, e por isso ficaram conhecidos. E o rock and roll, se tornou um produto tão fabricado e artificial quanto um refrigerante – que, inclusive, é um tipo de produto que costuma utilizar esse tipo de música em seus anúncios, quando não contam com as próprias bandas, ídolos da juventude, para atuar em suas peças publicitárias.
Referências bibliográficas
- CASHMAN, John. LSD. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1966.
- HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos:o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
- HOFMANN, Albert. LSD, My Problem Child. Versão on-line: http://www.lycaeum.org/books/books/my_problem_child/
- HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. São Paulo: Globo, 2001.
- HUXLEY, Aldous. As portas da percepção: Céu e Inferno. São Paulo: Globo, 2002.
- MILLER, Timothy. The Hippies and American Values. Knoxville: University of Tenessee Press, 1991.



Gustavo,
Seguindo nossa política dadaísta de apropriação da produção intelectual alheia, copiamos e colamos seu excelente artigo em nosso blog. Publique mais, cara, sua proposta está muito boa.
Abrass do
Diário do Fefeléchistão
Fala Gustavo, bom texto, li no fefeléchistão, estou aqui para enviar meu recado. Já, já, faço uma crítica qualquer para te encher o saco abraço.
Muito bom o texto.
Vc tb tem visto, que há um tudo, em cada isto?
Abraços…
Puxa, demorei mt pra ler seu texto do LSD.
É muito bom. O Profº Henrique Carneiro havia comentado em sala de aula, que em fins dos anos 60 havia uma marcha rumo a legalização da maconha. Alguns estados norte-americanos já haviam liberado. E houve um ano específico em que há uma ruptura e surge um refluxo conservador que está ai até hoje. Este ano é 71, 72, não me lembro.
Esta idéia do Carneiro tem muito a ver com o seu texto. Porque pensa o contra-ataque contra as dorgas e como elas ameaçavam uma ética protestante do trabalho.
Mas é interessante tecer outra relação – esta absorção do hedonismo pelo capitalismo combina com as idéias do Gilles Lipovetsky sobre o fim da modernidade, no livro “narciso ou a estratégia do vazio”. Para ele, após 68, o espaço público perdeu todo o seu prestígio. As grandes causas coletivas e as grandes teorias filosóficas e religiosas também. O indivíduo voltou-se para si próprio, para o próprio prazer hedonista. E daí vem a onda de auto-ajuda, filosofias orientais, psicanálise, Programação Neuro-Lingüistica, etc, etc.
Abandonou-se o pensamento coletivo. Importam os indivíduos apenas e seu prazer. Penso que a atual onda de uso de remédios psiquiátricos tbm se enquadra nisto. E tudo conflui com a absorção do hedonismo pelo sistema, exemplificada aqui com o LSD.
É, o capitalismo tem mesmo o “dom” de se apropriar de tudo! O que fazer?