A hegemonia mundial da China

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A China teria interesse em exercer hegemonia como fizeram EUA e Inglaterra?

Neste semestre estou cursando uma disciplina de História da Ásia na faculdade. Já sentia (acho que quase todos os estudantes da graduação em História sentem) que nossa visão da história humana é ridiculamente eurocêntrica, mas mesmo assim ainda sinto que não temos (principalmente no Ocidente Tropical… rs) muitos elementos de conhecimento da História do Mundo (uma expressão melhor que História Geral ou História Universal).

Um tópico interessante que o professor Angelo Segrillo abordou é a questão da suposta preponderância europeia na formação da economia mundial capitalista. É comum entre os historiadores/economistas problematizar a formação da economia mundial como consequencia do desenvolvimento da economia europeia. No entanto, há um esforço de revisão historiográfica e sociológica no sentido de demonstrar como o Oriente e a China principalmente sempre foram mais ricos e avançados que o Ocidente.

Muito se fala atualmente sobre a China vir a ser a principal potência no mundo globalizado no século 21. No entanto, se isso de fato ocorrer – eu creio que vá de fato ocorrer – a situação do mundo voltará a ser o que foi durante quase toda a história, qual seja, o Oriente rico e opulento e o Ocidente (ou Europa ou “Grande Europa”) correndo atrás das riquezes orientais.

Pesquisando pela web encontrei um bom texto para quem se interessar por esse debate, de autoria de Ivo Carneiro de Souza.

Outro texto interessante é este, que trata da volta à cena mundial por parte da Ásia, de autoria de Philip S. Golub.

Data da última edição deste texto: 07/06/2010

Comentários

Há 6 comentários em“ A hegemonia mundial da China”
  1. Henrique disse:

    Não sei até quando vai durar tudo isso. O Japão era a grande promessa para o século XXI, mas quando ele de fato chegou, o país não teve mais para onde crescer. Só sei que quando a economia chinesa passar a japonesa, vai haver entre a colônia daqui um certo revanchismo… Um abraço, camarada.

    • Pois é, não dá para prever e dizer até quando vai durar tudo isso ou até onde vai dar.

      No entanto, dois fatores diferenciam a China do Japão: este é uma ilha e os limites territoriais impõem sérios limites para seu crescimento econômico. E aquele passou por uma revolução no século passado que talvez seja maior revolução de modernização e industrialização que o mundo já viu, além de ter um caráter socialista.

      A despeito das distorções políticas de projetos como a Revolução Cultural, acho ainda que o caráter socialista da revolução chinesa os coloca numa posição mais vantajosa do que, por exemplo, os EUA, se formos pensarmos em tendências históricas de longa duração.

      Ainda pressinto que Marx estava certo quando falava de revolução no país mais de capitalismo mais avançado. Esse país será a China: não a Inglaterra, não os EUA e nem a Rússia.

      O Brasil pode ter papel importante nessa virada mundial, não como império ou hegemon mundial, mas como uma nação grande e forte economicamente, mas sem o peso de certos chauvinismos e paranóias totalitárias tão comuns no mundo ocidental.

      Um salve.

      PS.: A galera das colônias daqui têm que enfiar uma coisa na cabeça: no Brasil todo mundo vira brasileiro. Relaxa e começa a sambar!

      • Henrique disse:

        Como Regina Duarte, eu tenho medo.

        Imagina essa massa de pessoas se tornando urbana, consumidora de celulares, carros, computadores, máquinas de refrigerante, comida industrializada, BBB China, música enlatada, macarrão instantâneo, Hot Dog, Coca-Cola? Adam Smith ressuscitou na China. Jesus de olho puxado!

        Mas quem nunca me viu sambando, subindo e caindo junto com o Brasil?

        • É exatamente o que imagino. E imagino que a modernidade é possível se nos livrarmos dos seguinte ransos:

          Separar o ser humano da natureza assim como se separa a mente do corpo.
          Acreditar que exista algum tipo de raça superior ou povo eleito.
          Chauvinsmos religiosos e nacionalistas (nada contra as religiões e as nações em princípio).
          E, fundamentalmente, a propriedade privada.

  2. gabriella disse:

    eu acho q a china é uma forte candidata para conquistar a hegemonia por ser um país muito bem desenvolvido e por ter uma tecnologia bem avançada!

    • A pergunta que deve ser feita, no entanto, Gabriella, é a seguinte: a China terá interesse de exercer uma hegemonia mundial? Direcionará seus recursos econômicos a construir um império mundial como tem sido o objetivo político das potências ocidentais/cristãs desde o início da Era Moderna?

      Vou adicionar um subtítulo a este texto depois de seu comentário.

      Obrigado.

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