Sistemas operacionais, religiões e filosofias
O Mac é o judaísmo.
O Windows é o cristianismo.
O Linux é o anarquismo.
O Google é o socialismo.
Caderno digital de Gustavo T. Santos
O Mac é o judaísmo.
O Windows é o cristianismo.
O Linux é o anarquismo.
O Google é o socialismo.
poeta
E o DOS é a antiguidade.
Mentira, cara.
Tirando o Linux, é tudo capitalismo, coisa de satanás, safadeza das grandes.
Explico a brisa:
A Apple foi pioneira na percepção de uma ideia. Sofisticado e inteligente, seus adeptos se sentem pessoas especiais em relação às outras, conferindo a si próprios e seus semelhantes um leve toque de “superioridade”. A sua liberdade é sacrificada em nome de confortos e privilégios com o qual já se acomodaram.
A Microsoft copiou boa parte do que a Apple fez, no entanto dando uma dimensão mais universal à ideia. Vulgarizou aquilo que era exclusivo e sofisticado, sob a pressão de uma demanda de “bárbaros” que precisavam compreender aquilo na medida em que se “alfabetizavam”. No final das contas, acaba sendo uma coisa careta que impõe várias restrições aos seus adeptos, que dão sempre um jeito de burlarem, sem muita crise de consciência.
O Linux baseia-se na ideia de liberdade e criação subjetivas levadas às últimas consequências. Faz muito sentido para aqueles que prezam e entendem plenamente a natureza da sua liberdade. Não é uma liberdade fácil de ser exercida, o que acaba tornando-a acessível para poucos. No final das contas, suas praticas libertárias acabam sendo assimiladas por sistemas mais universalizantes, sem dúvida rebaixando mais ou menos significativamente seu potencial libertário.
O Google emerge em um ambiente marcado pelas demandas libertárias e anárquicas de usuários do Linux, mas com uma visão estratégica e universalizante típica dos projetos socialistas. Pela astuta visão estratégica de sua vanguarda, tende a impactar o mundo com seus projetos e incomodar antigos núcleos de exercício de poder com interesses de lucro concentrado. Como os clássicos projetos socialistas, é cheio de contradições, flerta insistentemente com o capital e pode se tornar um máquina poderosíssima. Pode ser perigoso na mão das pessoas erradas.